Por uma pedagogia do amor

Até quando a Educação vai continuar obcecada apenas pelo crescimento do PIB?

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Girls and boys of Project ES743 sitting in a row, smiling into the camera.

Enquanto os nossos professores, escolas e universidades estiverem preocupados apenas em desenvolver o intelecto, o raciocínio lógico, cultuarem valores competitivos, e a supervalorizarem a racionalidade, o poder e a auto-suficiência em nossas crianças e jovens, continuaremos construindo este mundo miserável, violento, egoísta, injusto e autodestrutivo em que vivemos.

A solução dos nossos grandes desafios coletivos não virá da ingênua equação de sucesso “Ciência + Tecnologia = Desenvolvimento Econômico.”

A Educação não pode continuar obcecada apenas pelo desenvolvimento econômico e pelo crescimento do PIB… É preciso nos darmos conta de que foi essa obsessão pelo dinheiro que nos trouxe até aqui e construiu esse mundo miserável onde vivemos

Precisamos URGENTEMENTE mudar as nossas prioridades, objetivos e metas para a Educação.

A educação precisa ser realizada com amor, para o amor e a partir do amor.

Entre todas as mudanças necessárias, aquela que eu reputo como a mais importante, precisa ser operada em nosso agir pedagógico.

Precisamos URGENTEMENTE de uma nova pedagogia: uma PEDAGOGIA DO AMOR.

A educação precisa ser realizada com amor, para o amor e a partir do amor.

Precisamos (re)descobrir, como pessoas e como sociedade, a força transformadora do Amor.

Nada tem mais poder para transformar pessoas e realidades (sociais, econômicas, ambientais, geopolíticas…) do que o Amor.

Uma Pedagogia do Amor indica a imagem do indivíduo relacional e, portanto, uma vinculação solidária com o outro, que implica um exercício permanente de cuidar.

Uma Pedagogia do Amor pode inserir o amor no processo de ensino-aprendizagem. Afastando as crianças e jovens do contexto de violência e de valores alienados que eles vivem atualmente, permitindo que eles cresçam no companheirismo, no respeito aos irmãos, na amizade, na compaixão e no respeito à natureza.

[Você pode estar perguntando agora…] Mas Hélio, como podemos definir o amor? Existe uma definição clara o suficiente sobre o amor para que possamos transformá-lo em um instrumento balizador para a aprendizagem?

Eis a resposta:

“O amor é paciente, o amor é bondoso.
Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
(1 Coríntios 13:4-7)

Um ótimo dia a todos!

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Hélio Teixeira – Cientista-chefe do Centro de Estudos e Pesquisa em Ciência de Dados e Inteligência Artificial do IHT – é um estudioso da aprendizagem e da criatividade humanas como processos segundo ele “participativos e sociotecnicamente distribuídos.” Sua pesquisa busca entender o que ele chama de “estruturas sociotécnicas de pertencimento necessárias à emergência da aprendizagem e da criatividade nos grupos humanos, concebidos como sistemas complexos.” Ele adota uma abordagem transdisciplinar, articulando saberes da ciência da complexidade, ciências da aprendizagem, psicologia social, design participativo, inteligência artificial e psicologia cognitiva. Cientista de dados especializado em modelagem de dados e inteligência artificial algorítmica. Apaixonado por Modelagem Baseada em Agentes, com predileção pelos ambientes Mesa/Python e NetLogo, e pelo desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial. É fundador do Instituto Hélio Teixeira (IHT), do ColaboraLab e do Programa Letramento Tecnológico.

1 COMENTÁRIO

  1. achei interessante seu pensamento quanto a pedagogia do amor, ao mesmo tempo facil de se aplicar se partimos do ponto de vista que vivenciamos em nosso dia-a-dia , mas como levar isso para dentro da escola? enquanto processo de aprendizagem? gostaria de saber mais sobre esse assunto, pois sou professora de educação infantil.

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